Turismo

Para satisfazer a sede de cultura dos seus visitantes, esta Freguesia tem para oferecer a Igreja matriz e as Capelas do Senhor da Coluna e de Lares. Referência obrigatória para os dois Moinhos de Vento que resistiram aos tempos, nos lugares de Vila Verde e de Lares, também para a Estátua ao Povo de Vila Verde, que, desde 1995, presta homenagem às actividades tradicionais da Freguesia, representando o moleiro, o salineiro, o vidreiro e o agricultor.
 
A Igreja Paroquial é semelhante a muitas outras e, no seu interior, constata-se que alguns altares foram substituídos por outros mais recentes (feitos em cimento). Os antigos altares encontram-se dispersos pelas arrecadações. Destaque para as imagens de Nossa Senhora da Graça, de Jesus Cristo e de Santo Aleixo.
 
A Capela do Senhor da Coluna, localizada no extremo norte da povoação, é uma obra de pequeno mérito. Foi edificada em 1851, por Joaquim Pereira Pestana, para servir de jazigo à sua mãe, como informa a placa da fachada.
 
Importa também referir a capela de Nossa Senhora da Conceição, edifício modernizado, mas parco em mobiliário. Nesta capela, também se pode observar diversas imagens como a de Nossa Senhora da Conceição, de São João Baptista, da Virgem Maria com Jesus ( todas estas do século XVI) e de Santa Eulália ( do século XVIII).
 
Estátua de homenagem ao Povo de Vila Verde. Esta estátua, desde 1995 que presta homenagem às actividades tradicionais da Freguesia, representando o moleiro, o salineiro, o vidreiro e o agricultor. Este monumento encontra-se na Urbanização Quinta das Recolhidas.
 
Estátua de homenagem ao ciclista Alves Barbosa na Fontela. Foi no dia 20 de Outubro de 2007 que a população da Freguesia de Vila Verde colocou na urbanização junto à antiga escola da Fontela, um busto do antigo campeão de ciclismo Alves Barbosa, natural daquela localidade da freguesia de Vila Verde. A escultura foi esculpida pelo Vilaverdense Mário Nunes.
Esta é uma homenagem devida a um habitante da freguesia que tem levado o nome da Fontela, de Vila Verde e da Figueira da Foz a praticamente todo o mundo”. 
 
Miradouro da Salmanha
É a partir do miradouro da Salmanha, um dos pontos turisticos da freguesia, que o visitante pode contemplar uma vista privilegiada sobre a cidada da Figueira da Foz.
 
EVENTOS ANUAIS
 
No que diz respeito a festas, existem pelo menos três comemorações anuais, onde as pessoas se podem divertir e descontrair.
 
Uma delas é o 1º de Maio - Dia do Trabalhador. Antigamente, a população, neste dia, dirigia-se para o “Monte”, (na Rua dos Moinhos) logo pela manhã, onde se realizava um arraial. No fim da tarde exibia-se o rancho folclórico local, “Brisas do Mondego”. 
 
A segunda, Festa da Senhora da Graça, realiza-se quarenta dias após a Páscoa, ou seja, no dia da Ascensão, que é sempre a uma quinta-feira. Porém, a população tomou a iniciativa de realizar esta comemoração no domingo imediato. 
 
Finalmente, a terceira comemoração anual, a festa da Senhora da Conceição, em Lares, que tem lugar a 8 de Dezembro, dia feriado nacional. O ritual assemelha-se ao das festividades da Senhora da Graça, pois também é acompanhada por uma procissão.
 
Regista-se ainda a festa de Santo Amaro, no dia 15 de Janeiro, na povoação de Lares.
Desde 2002, realiza-se na Freguesia a Festa da Sopa, que presentemente realiza-se nas sedes das coletividades da Freguesia, alternadamente.
 
GASTRONOMIA
 
PRATOS TÍPICOS: 
Relativamente à gastronomia desta freguesia, as pessoas podem saciar-se com o “Ensopado de Enguia” (este peixe, cada vez mais raro no rio Mondego e seus afluentes, vende-se actualmente a peso, mas antigamente era vendido por uma medida designada “cofe”).
As enguias à moda de Vila Verde preparam-se da seguinte maneira: esfregam-se bem as enguias com areia, serradura ou farinha, depois amanham-se e lavam-se em várias águas. Numa frigideira de bordos elevados, deita-se vinho branco até meia altura; junta-se toucinho, louro e cobre-se com uma tampa; leva-se ao lume e deixa-se cozer a lume brando. Quando as enguias estiverem bem cozidas retiram-se do lume e servem-se com fatias de broa.
 
DOCES REGIONAIS:
• Papas de Moado de Vila Verde
As Papas de Moado confecionadas na Freguesia de Vila Verde são verdadeiramente únicas. Esta sobremesa típica é confecionada com ligeiras variações nas diferentes Freguesias, e são o que de mais emblemático e genuíno se pode encontrar na gastronomia tradicional figueirense. Um verdadeiro manjar para os seus apreciadores que, antigamente, as comiam com as mãos e afiançam, não deixavam vestígios de sujidade. Como terá surgido esta ideia de acrescentar a umas vulgares papas de farinha e sangue, o açúcar? A pergunta não encontrou resposta, e o certo é que em cada uma das povoações, a sua defesa é inegável e todos consideram ter a melhor versão e a mais fidedigna.
 
ARTESANATO
 
• Construção de Cofos
Os cofos ou cofinhos, são cestos feitos em junco e, que no passado eram usados para levar a merenda quando se ia para a pesca das enguias, ou para as salinas. 
O modo como se apanha e prepara o junco é muito importante para a elaboração dos cofos. O junco não é cortado pela base, mas sim arrancado. Depois fica aproximadamente 3 meses a secar à sombra e quando vai ser utilizado tem de ser humedecido com pelo menos 24 horas de antecedência.
 
• Empalhação de Garrafões
É a arte artesanal de empalhação de garrafões de vinho.